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Padre António Vieira – Colóquio

Padre António Vieira – Colóquio

José Cândido de Oliveira Martins (Org.), 299 págs., 2009

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14,00 €

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O Padre António Vieira (1608-1697) nasceu há 400 anos. A celebração deste IV Centenário, iniciada em Fevereiro de 2008 e desenvolvida em várias cidades e países (Portugal, Brasil ou Itália) é a prova inequívoca da grandeza da sua obra, atestando a perenidade do seu legado e do seu lugar canónico na história, na cultura e na(s) literatura(s) de Língua portuguesa.

A actualidade de António Vieira radica sobremaneira numa personalidade polifacetada, de gigante que encheu o conturbado século XVII em que viveu, e se concretizou numa actividade verdadeiramente prodigiosa - jesuíta e missionário; político e diplomata; cortesão e conselheiro; professor e pedagogo; orador sacro e epistológrafo; tratadista e progeta visionário.

Congregando o efémero e o eterno, o pragmatismo da acção humana e política com o sentido escatológico da missão evangelizadora, António Vieira o incansável "pai" dos índios singulariza-se como autêntico paradigma da cultura do seu tempo, apostado em entrelaçar a clareza da inteligência e o espírito da fé na construção de uma nova Cidade dos Homens. E tudo ad maiorem Dei gloriam.

Em nome dos ideais da fé e da dignidade humana, ao serviço de Deus e da Pátria, numa acção multímoda e numa postura ainda hoje de gritante actualidade, António Vieira travou com intensidade os mais duros combates, com enérgica persistência e denodado proselitismo: defendeu corajosamente os mais fracos e oprimidos, como os índios e os escravos do Brasil colonial; praticou avant la lettre o diálogo inter-religioso entre cristão e não-cristão, como os judeus; enfrentou os mais variados obstáculos e poderosos e poderosos inimigos, sob a forma de continuadas e perseguições; sonhou um luminoso desígnio para Portugal, numa construção visionária do cunho messiânico e imperial; mostrou-se, enfim, um verdadeiro precursor do diálogo inter-cultural no seio do nascente multiculturalismo do seu tempo.

Na diversidade de funções deste homem da Igreja e do Mundo, em que se torna quase impossível salientar a mais proeminente, o carisma e o activismo de Vieira revelaram-se numa personalidade ímpar: apóstolo incansável; viajante corajoso; pregador veemente; conselheiro arguto; sonhador contagiante; intelectual inovador; escritor genial.

A sua sólida cultura humanística não cristalizou em inútil erudição; antes se desenvolveu na riquíssima experiência de vida; e sobretudo foi posta ao serviço da construção de uma sociedade mais justa e equitativa, em que o verbo persuasivo é elevado à mais nobre função perlocutiva.

Porém, tão inflamado quanto desenganado, Vieira mostra plena consciência dos muitos papéis que desempenhou na cena barroca do seu tempo. E por isso, em carta conhecida, expressa aguda e irónica auto-percepção do teatro ou comédia da sua existência, ao dizer: Não há maior comédia que a minha vida: e quando quero chorar ou rir, ou admirar-me ou dar graças a Deus ou zombar do mundo, não tenho mais que olhar para mim.

Ora, é justamente sobre algumas destas múltiplas facetas de Vieira que nos vêm falar hoje os presentes conferencistas e palestrantes. Sempre com a consciência de que a riquíssima herança cultural e literária de António Vieira é um inesgotável tesouro para continuamente ser descoberto, apreciado e interpretado, em trabalhos de demorada pesquisa e de acurada inquirição hermenêutica. Disso, são vivo testemunho os mais recentes estudos críticos, ensaios interpretativos ou edições vieirinas, alguns deles da autoria de reputados investigadores aqui presentes. [...]

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